quando chego ao infantário e a educadora do David me diz que ele é a sua grande dor de cabeça, que ele é o elemento destabilizador da sala porque gosta de reproduzir lá o que vê o irmão fazer em casa, provocando nos outros uma reacção de "bora lá fazer o que o David manda"?
A mim só me ocorre sorrir, até porque o tom da educadora não é depreciativo, pelo contrário, a ideia que tenho é que o David é uma criança super bem-disposta, divertida e que diverte os outros.
quinta-feira, novembro 29, 2007
Gargalhadas Matinais
quando o David, depois de utilizar convenientemente a sanita da minha casa de banho logo pela manhã, faz a descarga do autoclismo e ao mesmo tempo que coloca a cabeça dentro da dita profere em voz alta: " Vai embóia, vai pa tua caja"
Endoideci
Decidi inscrever-me num ginásio, e o único horário que me posso permitir é entre as sete e meia e as nove... da manhã!!!
Começo segunda-feira, se conseguir fazer a matrícula até lá, e estou decidida a levar isto em frente; os quase 34 anos começam a pesar e a minha agilidade já não me permite acompanhar a genica deles como gostaria.
Esta é a 1ª resolução para o Ano Novo, e nada como fazer um teste prévio, começando com um mês de antecedencia.
Começo segunda-feira, se conseguir fazer a matrícula até lá, e estou decidida a levar isto em frente; os quase 34 anos começam a pesar e a minha agilidade já não me permite acompanhar a genica deles como gostaria.
Esta é a 1ª resolução para o Ano Novo, e nada como fazer um teste prévio, começando com um mês de antecedencia.
Desabafos
Quase um mês sem cá vir, quase um mês sem registos dos meus pequenos.
O tempo é tão pouco, passa tão depressa que muitas vezes julgo que a vida me escapa por entre os dedos, vivo, mas não a vivo.
Eles crescem a um ritmo alucinante, o Daniel, que ainda ontem nasceu já tem quase cinco anos...cinco anos!
Eu, mal tenho tempo para mim; o dia é passado intensamente a trabalhar, algo que me realiza, é um facto, mas que me absorve totalmente cada minuto e me impede fazer pequenas coisas que me dão prazer, como estar aqui a registar algo novo deles, ou simplesmente a vaguear pelos blogues de quem eu gosto, de quem eu considero. E o tempo é tão pouco que me rouba os telefonemas que gostaria de fazer, os encontros que gostaria de ter, as amizades que gostaria de manter e/ou aprofundar.
E eles, o tempo para eles é tão pouco, e quase sempre passado entre correrias, ora de manhã a tentar sair de casa a horas decentes, ora à noite, entre banhos, jantares, roupas a tratar, etc, etc, etc
E depois parte-me o coração chegar ao infantário pontualmente à hora de fecho, sabe Deus o que corri para o conseguir, e encontra-lo a chorar, porque é o último e teme que o deixe lá ficar...
Sinto que estou a falhar em algo, o meu filho não confia em mim, e acredita que eu o possa deixar...
Até que ponto devemos deixar que o tempo interfira nisto? Onde está o limite do trabalho?
São ou não são eles o mais importante da minha vida? São ou não são eles os meus pilares?
O tempo é tão pouco, passa tão depressa que muitas vezes julgo que a vida me escapa por entre os dedos, vivo, mas não a vivo.
Eles crescem a um ritmo alucinante, o Daniel, que ainda ontem nasceu já tem quase cinco anos...cinco anos!
Eu, mal tenho tempo para mim; o dia é passado intensamente a trabalhar, algo que me realiza, é um facto, mas que me absorve totalmente cada minuto e me impede fazer pequenas coisas que me dão prazer, como estar aqui a registar algo novo deles, ou simplesmente a vaguear pelos blogues de quem eu gosto, de quem eu considero. E o tempo é tão pouco que me rouba os telefonemas que gostaria de fazer, os encontros que gostaria de ter, as amizades que gostaria de manter e/ou aprofundar.
E eles, o tempo para eles é tão pouco, e quase sempre passado entre correrias, ora de manhã a tentar sair de casa a horas decentes, ora à noite, entre banhos, jantares, roupas a tratar, etc, etc, etc
E depois parte-me o coração chegar ao infantário pontualmente à hora de fecho, sabe Deus o que corri para o conseguir, e encontra-lo a chorar, porque é o último e teme que o deixe lá ficar...
Sinto que estou a falhar em algo, o meu filho não confia em mim, e acredita que eu o possa deixar...
Até que ponto devemos deixar que o tempo interfira nisto? Onde está o limite do trabalho?
São ou não são eles o mais importante da minha vida? São ou não são eles os meus pilares?
terça-feira, outubro 30, 2007
Do Daniel
- Mãe, carrega aí no pause para a porta não fechar...
(referia-se à porta do elevador e o botão é o de abrir)
(referia-se à porta do elevador e o botão é o de abrir)
Porque achei que assenta que nem uma luva...
... resolvi publicar aqui um e-mail que recebi e que me fez sorrir...sorrir porque tembém eu acho que uma palavra por vezes faz milagres, e não fosse eu uma verdadeira mulher do norte,ás vezes lavo a alma assim:
"O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à
quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma
pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então,
foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos
extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos
mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua
língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que
vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a
ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.
A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem
nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades
de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro
para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro
Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema,
e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu
correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente,
sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito
assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se
reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um
merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua
maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus
quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de
seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar
firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado
amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a
sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para
uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor
num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo
assim como quando estás a sem documentos do carro, sem
carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a
mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada
funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a
saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e
em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a
desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!"
"O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à
quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma
pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então,
foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos
extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos
mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua
língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que
vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a
ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.
A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem
nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades
de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro
para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro
Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema,
e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu
correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente,
sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito
assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se
reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um
merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua
maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus
quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de
seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar
firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado
amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a
sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para
uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor
num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo
assim como quando estás a sem documentos do carro, sem
carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a
mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada
funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a
saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e
em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a
desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!"
sexta-feira, outubro 26, 2007
Do David
A educadora telefona-me a dizer que ele está muito choroso, muito aborrecido e que se queixa muito do ouvido esquerdo;
alivia-o com um ben-u-rom e vamos ao médico ao fim do dia;
chega ao consultório aos pulos, todo bem disposto e sorridente;
nada de otite, ouvido limpinho, apenas uma leve amigdalite!
Será que o míudo tem os sensores trocados?
alivia-o com um ben-u-rom e vamos ao médico ao fim do dia;
chega ao consultório aos pulos, todo bem disposto e sorridente;
nada de otite, ouvido limpinho, apenas uma leve amigdalite!
Será que o míudo tem os sensores trocados?
O mais novo
soltou na lingua e parece uma grafonola!
Em muitas coisas eles são iguaizinhos; até que se decidam a ultrapassar uma etapa demoram, mas assim que a assumem, parece que já o fazem há meses...
Isto aplica-se ao andar, que tardaram a começar, mas passaram imediatamente para as corrida, às fraldas, que demoraram em largar mas quando o fizeram foi mesmo definitivamente e o falar!
Em especial o mais novo, que pouco dizia ainda há bem pouco tempo, agora faz frases completas, com os tempos verbais correctos e aplica as palavras certas nos momentos certos...
...e claro, não se cala nem um minuto...
Em muitas coisas eles são iguaizinhos; até que se decidam a ultrapassar uma etapa demoram, mas assim que a assumem, parece que já o fazem há meses...
Isto aplica-se ao andar, que tardaram a começar, mas passaram imediatamente para as corrida, às fraldas, que demoraram em largar mas quando o fizeram foi mesmo definitivamente e o falar!
Em especial o mais novo, que pouco dizia ainda há bem pouco tempo, agora faz frases completas, com os tempos verbais correctos e aplica as palavras certas nos momentos certos...
...e claro, não se cala nem um minuto...
sexta-feira, outubro 05, 2007
Parabéns Pipa
Hoje a nossa querida Pipa faz anos!!!
E mereces um post só para ti, pois estes pirralhitos adoram-te!
Muitas felicidades, e desejamos sinceramente que festejes muitos e muitos anos, sempre assim, tão linda por dentro como por fora.
Beijos grandes do teu afilhado legítimo, do afilhado adoptado da prima comadre e do compadre, claro.
( E eles já só falam em logo à noite, que vão cantar parabéns, e comer bolo, e etc, etc, etc)
E mereces um post só para ti, pois estes pirralhitos adoram-te!
Muitas felicidades, e desejamos sinceramente que festejes muitos e muitos anos, sempre assim, tão linda por dentro como por fora.
Beijos grandes do teu afilhado legítimo, do afilhado adoptado da prima comadre e do compadre, claro.
( E eles já só falam em logo à noite, que vão cantar parabéns, e comer bolo, e etc, etc, etc)
Desabafos
São 18:12, hoje é feriado, sexta feira, 05 de Outubro de 2007, e eu estou a trabalhar...desde as 9:30...
E os meus gajos estão a demorar tanto a vir-me buscar.
E os meus gajos estão a demorar tanto a vir-me buscar.
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