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terça-feira, outubro 14, 2008
segunda-feira, outubro 06, 2008
Fins de semana
Nada como uma ida ao hospital e duas visitas ao centro de saúde para animar um fim de semana Outonal...
Primeiro foi no sábado, com o mais velho: deixei-o cair na casa de banho quando o tirava da banheira enrolado na toalha, não sei como, escorregou-me das mãos e pimba, acertou com o queixo em cheio na sanita.
Lá fomos a correr para o hospital à procura de agulha e linha para lhe costurar o dito. A médica que nos atendeu, simpáticamente pergunta "Então Daniel, o que aconteceu? Caíste? Como foi?"; mal abri a boca para contar o sucedido sou interrompida por uma mão ao alto e por um " Eu explico!". Juro que me passou pela cabeça que o puto me ia difamar, já estava a imaginar as assistentes sociais a tirarem-mo por maus tratos, e tal, mas afinal contou exactamente o que tinha acontecido...
E depois não foi preciso a agulha, aquilo resolveu-se com uns steryl qualquer coisa, que se colam no corte fazendo uma ligeira pressão.
Mas nele, estas modernices não funcionam. Escusado será dizer que 4 horas depois estávamos no centro de saúde com o curativo encharcado de sangue, mas não lhe fizeram mais nada. O dito durou até hoje, chegou do infantário só com o penso exterior, lá dentro já tinha ido tudo à vida. Eu que não sou nada dada à costura, bem dizia que aquilo precisava de uns pontitos, mas quem sou eu...
Domingo, o mais novo achou que seria ele o centro das atenções e vai de arranjar uma amigdalite. Nem sei porque se perde tempo nos centros de saúde com estas coisas, bastava ter chegado à recepção e ter dido " Era um augmentim se faz favor", mas pronto, há que dar emprego a todos, e afinal aquela gente é tão simpática que se vê mesmo a felicidade deles por trabalhar num Domingo, ainda por cima feriado.
O puto está como novo, hoje ficou em casa e nota-se que os niveis de energia estão carregadíssimos...
Primeiro foi no sábado, com o mais velho: deixei-o cair na casa de banho quando o tirava da banheira enrolado na toalha, não sei como, escorregou-me das mãos e pimba, acertou com o queixo em cheio na sanita.
Lá fomos a correr para o hospital à procura de agulha e linha para lhe costurar o dito. A médica que nos atendeu, simpáticamente pergunta "Então Daniel, o que aconteceu? Caíste? Como foi?"; mal abri a boca para contar o sucedido sou interrompida por uma mão ao alto e por um " Eu explico!". Juro que me passou pela cabeça que o puto me ia difamar, já estava a imaginar as assistentes sociais a tirarem-mo por maus tratos, e tal, mas afinal contou exactamente o que tinha acontecido...
E depois não foi preciso a agulha, aquilo resolveu-se com uns steryl qualquer coisa, que se colam no corte fazendo uma ligeira pressão.
Mas nele, estas modernices não funcionam. Escusado será dizer que 4 horas depois estávamos no centro de saúde com o curativo encharcado de sangue, mas não lhe fizeram mais nada. O dito durou até hoje, chegou do infantário só com o penso exterior, lá dentro já tinha ido tudo à vida. Eu que não sou nada dada à costura, bem dizia que aquilo precisava de uns pontitos, mas quem sou eu...
Domingo, o mais novo achou que seria ele o centro das atenções e vai de arranjar uma amigdalite. Nem sei porque se perde tempo nos centros de saúde com estas coisas, bastava ter chegado à recepção e ter dido " Era um augmentim se faz favor", mas pronto, há que dar emprego a todos, e afinal aquela gente é tão simpática que se vê mesmo a felicidade deles por trabalhar num Domingo, ainda por cima feriado.
O puto está como novo, hoje ficou em casa e nota-se que os niveis de energia estão carregadíssimos...
segunda-feira, setembro 29, 2008
Pause
O pai contava-lhes uma história, quando é interrompido pelo primogénito:
-" Pai, espera um bocado, carrega no pause" - e corre para a casa-de-banho...
-" Pai, espera um bocado, carrega no pause" - e corre para a casa-de-banho...
Genuíno
Mensagem recebida esta noite:
"Menina Silvia se faz o fabore de ver os relogios que eu desliguei a luz para linpar o ixsaotore"
Da minha empregada, uma querida!
Gosto desta genuídade!
E não é gozo, tenho o maior respeito por todas as pessoas honestas e trabalhadoras, seja qual for a sua instrução.
"Menina Silvia se faz o fabore de ver os relogios que eu desliguei a luz para linpar o ixsaotore"
Da minha empregada, uma querida!
Gosto desta genuídade!
E não é gozo, tenho o maior respeito por todas as pessoas honestas e trabalhadoras, seja qual for a sua instrução.
sábado, setembro 20, 2008
A fada dos dentes
como era de esperar, não deixou nada para o Daniel naquele dia.
Manhã de Domingo, sou acordada por ele muito triste, com o dente na mão e com uma expressão de desgosto. Bem, pensei eu, agora desenrasca-te, afinal o miúdo tem razão e o facto do dente ter caído ontem ao fim da tarde não é desculpa porque já andava a prometer há uns dias.
- Herrr, se calhar as fadas não trabalham ao Domingo - saíu-me...
e colou, pois ele achou justo que elas tivessem direito a descansar e concordou em esperar até ao outro dia.
Mas cá em casa reina a mania de deixar tudo para a última, e quando à noite ele vai para a cama e pede ao pai o dente para pôr debaixo da almofada, eu arregalo os olhos e insulto-me pelo esquecimento.
Merda, amanhã tenho que inventar mais uma...
Manhã de segunda-feira, e sou novamente acordada pelo Daniel ainda mais triste e desolado, desta vez com o dente embrulhado em película aderente à moda do pai (muito). Olho para o embrulho e faz-se uma luz cá dentro:
- Ó Daniel, claro, como é que querias que a fada visse o dente? Ela deve ter olhado para isso e julgou que era lixo! Logo sou eu que te vou pôr o dente na almofada, está bem?
(Obviamente o pai estava a ser fulminado com o meu olhar, não fosse ele desatar numa gargalhada descontrolada.)
E o míudo, no auge da sua inocência, acreditou e concordou mais uma vez.
Meu rico filho!
Não, não voltei a esquecer-me. Na hora do almoço corri a comprar uma caixinha para o dente e um despertador que ele queria de presente.
Terça-feira fui acordada com uma vóz a sussurrar "Mãe" no meu ouvido. Abri os olhos e lé estava ele, com o embrulho na mão e um sorriso que iluminava o quarto todo.
- Ela veio, Mãe, e trouxe-me uma prenda!
Manhã de Domingo, sou acordada por ele muito triste, com o dente na mão e com uma expressão de desgosto. Bem, pensei eu, agora desenrasca-te, afinal o miúdo tem razão e o facto do dente ter caído ontem ao fim da tarde não é desculpa porque já andava a prometer há uns dias.
- Herrr, se calhar as fadas não trabalham ao Domingo - saíu-me...
e colou, pois ele achou justo que elas tivessem direito a descansar e concordou em esperar até ao outro dia.
Mas cá em casa reina a mania de deixar tudo para a última, e quando à noite ele vai para a cama e pede ao pai o dente para pôr debaixo da almofada, eu arregalo os olhos e insulto-me pelo esquecimento.
Merda, amanhã tenho que inventar mais uma...
Manhã de segunda-feira, e sou novamente acordada pelo Daniel ainda mais triste e desolado, desta vez com o dente embrulhado em película aderente à moda do pai (muito). Olho para o embrulho e faz-se uma luz cá dentro:
- Ó Daniel, claro, como é que querias que a fada visse o dente? Ela deve ter olhado para isso e julgou que era lixo! Logo sou eu que te vou pôr o dente na almofada, está bem?
(Obviamente o pai estava a ser fulminado com o meu olhar, não fosse ele desatar numa gargalhada descontrolada.)
E o míudo, no auge da sua inocência, acreditou e concordou mais uma vez.
Meu rico filho!
Não, não voltei a esquecer-me. Na hora do almoço corri a comprar uma caixinha para o dente e um despertador que ele queria de presente.
Terça-feira fui acordada com uma vóz a sussurrar "Mãe" no meu ouvido. Abri os olhos e lé estava ele, com o embrulho na mão e um sorriso que iluminava o quarto todo.
- Ela veio, Mãe, e trouxe-me uma prenda!
Hipoglicemia
O acordar cá em casa foi igual a todos os outros dias;
Mas, depois do meu banho, o Daniel está deitado na minha cama, completamente encharcado, vermelho na cara e o suor a escorrer por todos os poros e quase inanimado;
Não podia ser febre, tínhamos estado a brincar todos na cama uns minutos antes, e não havia indícios de que ele estivesse doente. Completamente desesperados, corremos a telefonar para o pediatra, que calmamente nos alertou para uma hipoglicemia, visto estar em jejum e que bastava algo doce para ele melhorar.
E assim foi, pouco depois de beber o leite com muito chocolate, começou a melhorar e a ser o nosso Daniel outra vez.
Foi uma surpresa, pois as horas que passou em jejum não foram mais do que as habituais, e nunca me passou pela cabeça que uma criança desta idade pudesse ter uma quebra de açúcar , mas afinal é mais frequente do que julgava.
Um valente susto que espero não se repita.
Mas, depois do meu banho, o Daniel está deitado na minha cama, completamente encharcado, vermelho na cara e o suor a escorrer por todos os poros e quase inanimado;
Não podia ser febre, tínhamos estado a brincar todos na cama uns minutos antes, e não havia indícios de que ele estivesse doente. Completamente desesperados, corremos a telefonar para o pediatra, que calmamente nos alertou para uma hipoglicemia, visto estar em jejum e que bastava algo doce para ele melhorar.
E assim foi, pouco depois de beber o leite com muito chocolate, começou a melhorar e a ser o nosso Daniel outra vez.
Foi uma surpresa, pois as horas que passou em jejum não foram mais do que as habituais, e nunca me passou pela cabeça que uma criança desta idade pudesse ter uma quebra de açúcar , mas afinal é mais frequente do que julgava.
Um valente susto que espero não se repita.
Hoje
dia quente de chuva grossa,
finalmente um raio de sol rompe as nuvens,
e o mais velho pergunta:
- Mãe, e agora, vamos ver o "barco íris"?
finalmente um raio de sol rompe as nuvens,
e o mais velho pergunta:
- Mãe, e agora, vamos ver o "barco íris"?
segunda-feira, setembro 08, 2008
Tarde de cinema
Eu até adorei a ideia das madrinhas deles os levarem para o cinema numa tarde de sábado.
Souberam muito bem as duas horas que pude passear no shopping, entrar em todas as lojas e ver tudo com calma sem me preocupar com as asneiras em série dos dois...
...mas ó minhas meninas, era escusado ser um filme de Kung Fu, é que o raio dos putos ficaram histéricos com aquilo...
Arre, já não posso mais com gritos e ataques com pés e braços um ao outro e claro, à pobre da gata!
Souberam muito bem as duas horas que pude passear no shopping, entrar em todas as lojas e ver tudo com calma sem me preocupar com as asneiras em série dos dois...
...mas ó minhas meninas, era escusado ser um filme de Kung Fu, é que o raio dos putos ficaram histéricos com aquilo...
Arre, já não posso mais com gritos e ataques com pés e braços um ao outro e claro, à pobre da gata!
Do Daniel - estreias
Sábado foi em grande;
Começou com o teu 1º treino de futebol, num clube a sério, com um campo a sério, relvado, com chuteiras de pitões (acho que se escreve assim), calções, camisola e meias até aos joelhos, e com as bancadas cheios de pais e mães babados como nós.
A partir de agora vai-se acabar a vantagem de podermos usar a tua ida como pretexto para te portares bem, vais perceber que o professor não te pergunta nada daquilo que dizíamos, e é pena, pois à custa disso conseguimos que fosses para a tua cama e que adormecesses sózinho a horas decentes.
Começou com o teu 1º treino de futebol, num clube a sério, com um campo a sério, relvado, com chuteiras de pitões (acho que se escreve assim), calções, camisola e meias até aos joelhos, e com as bancadas cheios de pais e mães babados como nós.
A partir de agora vai-se acabar a vantagem de podermos usar a tua ida como pretexto para te portares bem, vais perceber que o professor não te pergunta nada daquilo que dizíamos, e é pena, pois à custa disso conseguimos que fosses para a tua cama e que adormecesses sózinho a horas decentes.
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