quarta-feira, novembro 26, 2008

Cheira a Natal

Cá por casa o Natal chegou cedo este ano.
O pinheiro está montado, faltam as bolas, que estou a fazer render o peixe.
Já temos presépio e umas luzes penduradas.
A árvore do quarto deles também já está a postos, afinal dá jeito como luz de presença.
A impaciência deles aumenta diáriamente.
A ansiedade também.
Este ano vai ser cá em casa, vamos ser 18!
Que bom!

Molusco contagioso

É o nome de uma doença/patologia.
Esta é nova, não fazia parte dos meus ficheiros.
É provocada por um virus que abunda em balneários e piscinas e é muito contagiosa. Manifesta-se por inúmeras pintinhas vermelhas espalhadas especialmente nos sovacos, pescoço e ancas, mas pode alastrar a todo o corpo. Numa fase mais avançada tornam-se borbulhas e ganham liquido. Não chegámos lá. A pomada depois do banho foi suficiente!

Passou pelo David, este mês!

2º Dente

Mais um dentinho que caiu. O segundo, no sábado. O meu tagarela, que fala pelos cotovelos, tem uma dicção assim um bocado para o esquisito. Coitado, com uma fenda em cima e outra em baixo...

Mas lindo, lindo foi o comentário dele: "Já sabes mãe, não vale a pena pôr debaixo da almofada porque a fada amanhã não trabalha"

segunda-feira, novembro 03, 2008

O mais novo

Cresce a olhos vistos;
Já conta até dez, veste-se sózinho todas as manhãs, embora por vezes seja preciso despi-lo para começar tudo outra vez, também se calça sozinho, mas troca sempre, eu disse sempre, os pés, come desalmadamente (já o tinha dito, não?) e na escola é o aluno mais atento e interessado da Céu.
Também tenho uma colega de trabalho com o mesmo nome, e se falo nela cá em casa, ouve-se sempre uma vózinha: " Quem mãe, a minha Céu?", ao que eu respondo " Não David, a minha!"
Todas noites vem para a nossa cama lá pelas 6h, e pergunta sempre se pode ir para lá um bocadinho, porque há monstros da parte de fora do quarto dele.
Já sobe e desce sózinho para a cama do irmão, e o beliche continua a ser o brinquedo favorito deles.
Preocupa-se sempre se já dei comida aos peixinhos. Adora dar comida à gata.
Já passou do metro de altura há dois meses e continua elegante, de fazer inveja, com os seus modestos 14 kg.
É, e sempre foi, muito diferente do irmão. Na fisionomia, nos traços e na constituição física. Vai ser um pedaço de homem este míudo! E já é um grande sedutor!
Está lindo o meu David!

Declaração de amor..."à gajo"

Mãe, gosto de ti daqui até ao pai do Cristiano Ronaldo!

E eu deliciei-me, claro!

(Daniel)

terça-feira, outubro 14, 2008

segunda-feira, outubro 06, 2008

Fins de semana

Nada como uma ida ao hospital e duas visitas ao centro de saúde para animar um fim de semana Outonal...

Primeiro foi no sábado, com o mais velho: deixei-o cair na casa de banho quando o tirava da banheira enrolado na toalha, não sei como, escorregou-me das mãos e pimba, acertou com o queixo em cheio na sanita.

Lá fomos a correr para o hospital à procura de agulha e linha para lhe costurar o dito. A médica que nos atendeu, simpáticamente pergunta "Então Daniel, o que aconteceu? Caíste? Como foi?"; mal abri a boca para contar o sucedido sou interrompida por uma mão ao alto e por um " Eu explico!". Juro que me passou pela cabeça que o puto me ia difamar, já estava a imaginar as assistentes sociais a tirarem-mo por maus tratos, e tal, mas afinal contou exactamente o que tinha acontecido...
E depois não foi preciso a agulha, aquilo resolveu-se com uns steryl qualquer coisa, que se colam no corte fazendo uma ligeira pressão.

Mas nele, estas modernices não funcionam. Escusado será dizer que 4 horas depois estávamos no centro de saúde com o curativo encharcado de sangue, mas não lhe fizeram mais nada. O dito durou até hoje, chegou do infantário só com o penso exterior, lá dentro já tinha ido tudo à vida. Eu que não sou nada dada à costura, bem dizia que aquilo precisava de uns pontitos, mas quem sou eu...

Domingo, o mais novo achou que seria ele o centro das atenções e vai de arranjar uma amigdalite. Nem sei porque se perde tempo nos centros de saúde com estas coisas, bastava ter chegado à recepção e ter dido " Era um augmentim se faz favor", mas pronto, há que dar emprego a todos, e afinal aquela gente é tão simpática que se vê mesmo a felicidade deles por trabalhar num Domingo, ainda por cima feriado.

O puto está como novo, hoje ficou em casa e nota-se que os niveis de energia estão carregadíssimos...

segunda-feira, setembro 29, 2008

Pause

O pai contava-lhes uma história, quando é interrompido pelo primogénito:

-" Pai, espera um bocado, carrega no pause" - e corre para a casa-de-banho...

Genuíno

Mensagem recebida esta noite:

"Menina Silvia se faz o fabore de ver os relogios que eu desliguei a luz para linpar o ixsaotore"

Da minha empregada, uma querida!

Gosto desta genuídade!

E não é gozo, tenho o maior respeito por todas as pessoas honestas e trabalhadoras, seja qual for a sua instrução.

sábado, setembro 20, 2008

A fada dos dentes

como era de esperar, não deixou nada para o Daniel naquele dia.

Manhã de Domingo, sou acordada por ele muito triste, com o dente na mão e com uma expressão de desgosto. Bem, pensei eu, agora desenrasca-te, afinal o miúdo tem razão e o facto do dente ter caído ontem ao fim da tarde não é desculpa porque já andava a prometer há uns dias.
- Herrr, se calhar as fadas não trabalham ao Domingo - saíu-me...
e colou, pois ele achou justo que elas tivessem direito a descansar e concordou em esperar até ao outro dia.
Mas cá em casa reina a mania de deixar tudo para a última, e quando à noite ele vai para a cama e pede ao pai o dente para pôr debaixo da almofada, eu arregalo os olhos e insulto-me pelo esquecimento.
Merda, amanhã tenho que inventar mais uma...

Manhã de segunda-feira, e sou novamente acordada pelo Daniel ainda mais triste e desolado, desta vez com o dente embrulhado em película aderente à moda do pai (muito). Olho para o embrulho e faz-se uma luz cá dentro:
- Ó Daniel, claro, como é que querias que a fada visse o dente? Ela deve ter olhado para isso e julgou que era lixo! Logo sou eu que te vou pôr o dente na almofada, está bem?
(Obviamente o pai estava a ser fulminado com o meu olhar, não fosse ele desatar numa gargalhada descontrolada.)
E o míudo, no auge da sua inocência, acreditou e concordou mais uma vez.
Meu rico filho!

Não, não voltei a esquecer-me. Na hora do almoço corri a comprar uma caixinha para o dente e um despertador que ele queria de presente.

Terça-feira fui acordada com uma vóz a sussurrar "Mãe" no meu ouvido. Abri os olhos e lé estava ele, com o embrulho na mão e um sorriso que iluminava o quarto todo.

- Ela veio, Mãe, e trouxe-me uma prenda!