terça-feira, junho 20, 2006
Imaginação fértil
Só mesmo uma criança de 3 anos para fazer das pás da máquina de lavar-loiça um helicóptero...
Nham,nham...
já estou a salivar só de pensar na mariscada prometida pela Pipa por ter integrado definitivamente os quadros da empresa.
Parabéns prima, comadre e amiga!
Tu mereces!
Parabéns prima, comadre e amiga!
Tu mereces!
segunda-feira, junho 19, 2006
E há 3 anos
estava um calor infernal.
Foi o dia mais quente em Junho nos últimos 25 anos no Porto, segundo um jornal.
Foi feriado, dia do Corpo de Deus.
E hoje, está assim, assim...
Foi o dia mais quente em Junho nos últimos 25 anos no Porto, segundo um jornal.
Foi feriado, dia do Corpo de Deus.
E hoje, está assim, assim...
Foi há 3 anos que me tornei mãe...
Lembro-me tão bem do que senti, a ansiedade, a angustia, o medo, tanto medo!
Não estava a contar contigo tão cedo, de surpresa rebentaram as águas no trabalho naquela manhã quente de 4ª feira. Depois de umas quantas voltas na casa de banho sem saber o que fazer, liguei ao pai, fui arrumar a minha secretária, despedi-me das colegas e fomos para o hospital. Passadas as urgências, subimos para a enfermaria e lá fiquei, entregue a estranhos, eu e tu.
Uma tarde passou, num local tão triste, onde mães choravam e aguardavam que lhes fosse retirado o que restava dos seus sonhos, onde outras rezavam para que os seus sonhos se segurassem, e eu ali, prestes a ter o meu sonho nos braços, senti-me tão mal...
O dia passou e finalmente à meia-noite fui vista por uma médica que resolveu provocar-me o parto. Voltámos à mesma cama; Duas horas depois começei a sentir as primeiras dores, as primeiras dúvidas, os primeiros medos a sério. O escuro da noite engrandecia ainda mais todos os sentimentos, seria agora? Chamei a enfermeira e depois de observada descemos ao bloco de partos, que tão bem conhecia das aulas de preparação. Mais uma vez o medo se apoderou de mim, pois nada daquilo que me disseram ir acontecer aconteceu: não houve sala de dilatação, não houve contrações espaçadas em que "devem aproveitar para descansar" como me foi ensinado, nada. Apenas eu e o telemóvel que escondi debaixo das costas depois de ter ligado ao pai para vir; "diga-lhe que não tenha pressa, ainda vai demorar bastante"
Rapidamente as dores tornaram-se ininterruptas e demasiado fortes, não aguentava mais, supliquei a epidural que me prometeram na preparação para o parto, ela veio mas não chegou a ser dada, não havia tempo! Ai que medo que eu senti, como me lembro de ter pensado para mim mesma que tinha de ser forte, de conseguir aguentar e de como pedi a Deus para que tudo corresse bem. Minutos depois estava na sala de partos, preparada para a tua chegada e com o pai finalmente a meu lado.Tudo foi tão rápido e às 04:10 vieste ao mundo! Finalmente tinha-te nos braços, a dor tinha desaparecido e nós estávamos ali os três, felizes, uma verdadeira família.
Não saíste mais de perto de mim, e quando finalmente ficámos a sós, só tu e eu, deixei cair as lágrimas de alívio, de agradecimento, de emoção e de amor!
A partir desse dia és a nossa vida!
Contigo aprendi a amar incondicionalmente, a pôr-me em segundo plano.
Contigo aprendi também a sofrer, a ter medo de tanta coisa que não fazia significado para mim.
Tudo mudou desde aquele dia, vejo a vida de maneira tão diferente, as prioridades são tão diferentes, os meus sentimentos são tão diferentes, e a mudança foi tão repentina...
Hoje rio-me quando me lembro o que chorei quando na ecografia me disseram que serias rapaz. Eu queria tanto uma menina...
Hoje és o menino mais rapaz que conheço, talvez ironia do destino, e os sonhos de laços e vestidos estão guardados no fundinho de uma gaveta.
Gosto tanto de ti meu amor, assim tão rapaz, tão traquina, tão travesso, que adoras carros e polícias e motas e pistolas e bolas...
Obrigada por me teres escolhido para tua mãe!
Amo-te tanto!
Parabéns!
Não estava a contar contigo tão cedo, de surpresa rebentaram as águas no trabalho naquela manhã quente de 4ª feira. Depois de umas quantas voltas na casa de banho sem saber o que fazer, liguei ao pai, fui arrumar a minha secretária, despedi-me das colegas e fomos para o hospital. Passadas as urgências, subimos para a enfermaria e lá fiquei, entregue a estranhos, eu e tu.
Uma tarde passou, num local tão triste, onde mães choravam e aguardavam que lhes fosse retirado o que restava dos seus sonhos, onde outras rezavam para que os seus sonhos se segurassem, e eu ali, prestes a ter o meu sonho nos braços, senti-me tão mal...
O dia passou e finalmente à meia-noite fui vista por uma médica que resolveu provocar-me o parto. Voltámos à mesma cama; Duas horas depois começei a sentir as primeiras dores, as primeiras dúvidas, os primeiros medos a sério. O escuro da noite engrandecia ainda mais todos os sentimentos, seria agora? Chamei a enfermeira e depois de observada descemos ao bloco de partos, que tão bem conhecia das aulas de preparação. Mais uma vez o medo se apoderou de mim, pois nada daquilo que me disseram ir acontecer aconteceu: não houve sala de dilatação, não houve contrações espaçadas em que "devem aproveitar para descansar" como me foi ensinado, nada. Apenas eu e o telemóvel que escondi debaixo das costas depois de ter ligado ao pai para vir; "diga-lhe que não tenha pressa, ainda vai demorar bastante"
Rapidamente as dores tornaram-se ininterruptas e demasiado fortes, não aguentava mais, supliquei a epidural que me prometeram na preparação para o parto, ela veio mas não chegou a ser dada, não havia tempo! Ai que medo que eu senti, como me lembro de ter pensado para mim mesma que tinha de ser forte, de conseguir aguentar e de como pedi a Deus para que tudo corresse bem. Minutos depois estava na sala de partos, preparada para a tua chegada e com o pai finalmente a meu lado.Tudo foi tão rápido e às 04:10 vieste ao mundo! Finalmente tinha-te nos braços, a dor tinha desaparecido e nós estávamos ali os três, felizes, uma verdadeira família.
Não saíste mais de perto de mim, e quando finalmente ficámos a sós, só tu e eu, deixei cair as lágrimas de alívio, de agradecimento, de emoção e de amor!
A partir desse dia és a nossa vida!
Contigo aprendi a amar incondicionalmente, a pôr-me em segundo plano.
Contigo aprendi também a sofrer, a ter medo de tanta coisa que não fazia significado para mim.
Tudo mudou desde aquele dia, vejo a vida de maneira tão diferente, as prioridades são tão diferentes, os meus sentimentos são tão diferentes, e a mudança foi tão repentina...
Hoje rio-me quando me lembro o que chorei quando na ecografia me disseram que serias rapaz. Eu queria tanto uma menina...
Hoje és o menino mais rapaz que conheço, talvez ironia do destino, e os sonhos de laços e vestidos estão guardados no fundinho de uma gaveta.
Gosto tanto de ti meu amor, assim tão rapaz, tão traquina, tão travesso, que adoras carros e polícias e motas e pistolas e bolas...
Obrigada por me teres escolhido para tua mãe!
Amo-te tanto!
Parabéns!
segunda-feira, junho 12, 2006
Artigo 45.ºTempo de trabalho
1 - O trabalhador com um ou mais filhos menores de 12 anos tem direito a trabalhar a tempo parcial ou com flexibilidade de horário.
1 - O trabalhador com um ou mais filhos menores de 12 anos tem direito a trabalhar a tempo parcial ou com flexibilidade de horário.
Do Código do Trabalho.
Ao abrigo deste artigo requeri e foi deferido. Vou passar a fazer horário contínuo das 9:30h às 15:30h com intervalo de meia hora a partir do dia 20 (para já estou de férias)
Yes!!!!!
Poderia optar pelo horário 8:30-14:30, que me rentabilizava mais o dia, mas começei a pensar que se entrar tão cedo é para mim uma tarefa muito difícil agora, que faria no Inverno
terça-feira, junho 06, 2006
A "Rufufa"
Não tenho a máquina cá para tirar umas fotos.Anda na porta do carro há uns dias...
Mas tenho que falar dela.
É completamente marada (não me bastavam dois putos traquinas). Tem sido uma diversão com ela cá em casa.
Eles adoram-na!
O Daniel nos primeiros dias ignorou-a, agora não a deixa em paz; está sempre com ela ao colo, a dar-lhe comida, a correr atrás dela, a puxar-lhe o rabo, a apertá-la com as mãos, etc, mas ela parece não se importar, pelo contrário, quando ele finalmente lhe dá descanso ela vai desafiá-lo.
O David é autoritário; ai dela se se chega ao pé dele, leva logo com um grito e uma mão no ar. No entanto está sempre à procura dela e ri-se com as suas palhaçadas.
Ela tem uma adoração pelos meus pés; mal me apanha a jeito no sofá ou parada a fazer o jantar toca a morder-me os dedos. Enquanto tomo banho mia como um bebé pois não consegue entrar na banheira(tenho tapamento em vidro) e mal abro as portas entra para lamber a água.
Também não há chupeta que caia ao chão que lhe escape, faz uma festa com elas, salta, trinca, atira,etc.
É muito meiga, brincalhona e asseada; nunca fez as necessidades fora do caixote.
Come desalmadamente, mas prefere a comida gelatinosa(acho que é isto). Também não dispensa a lambidela no iogurte, ou na sopa caída na mesa ou chão, e com um bocado mais de treino, posso dispensar a vasoura debaixo da mesa.
Resumindo, ela já faz parte da família, estamos muito felizes com ela e sinceramente adoro aquele ronronar nos meus ouvidos quando a casa está calma e ela se aninha no meu pescoço.
Mas tenho que falar dela.
É completamente marada (não me bastavam dois putos traquinas). Tem sido uma diversão com ela cá em casa.
Eles adoram-na!
O Daniel nos primeiros dias ignorou-a, agora não a deixa em paz; está sempre com ela ao colo, a dar-lhe comida, a correr atrás dela, a puxar-lhe o rabo, a apertá-la com as mãos, etc, mas ela parece não se importar, pelo contrário, quando ele finalmente lhe dá descanso ela vai desafiá-lo.
O David é autoritário; ai dela se se chega ao pé dele, leva logo com um grito e uma mão no ar. No entanto está sempre à procura dela e ri-se com as suas palhaçadas.
Ela tem uma adoração pelos meus pés; mal me apanha a jeito no sofá ou parada a fazer o jantar toca a morder-me os dedos. Enquanto tomo banho mia como um bebé pois não consegue entrar na banheira(tenho tapamento em vidro) e mal abro as portas entra para lamber a água.
Também não há chupeta que caia ao chão que lhe escape, faz uma festa com elas, salta, trinca, atira,etc.
É muito meiga, brincalhona e asseada; nunca fez as necessidades fora do caixote.
Come desalmadamente, mas prefere a comida gelatinosa(acho que é isto). Também não dispensa a lambidela no iogurte, ou na sopa caída na mesa ou chão, e com um bocado mais de treino, posso dispensar a vasoura debaixo da mesa.
Resumindo, ela já faz parte da família, estamos muito felizes com ela e sinceramente adoro aquele ronronar nos meus ouvidos quando a casa está calma e ela se aninha no meu pescoço.
Está muito calor
e eu detesto.
Não gosto do verão! Odeio este calor horrivel que me tira a pouca genica que tenho.
Por natureza sou uma pessoa preguiçosa, e nestas alturas esta característica é muito realçada.
Para mim o clima ideal é frio e seco, muito frio, daquele que nos obriga a usar camisolas de lã de gola alta. E depois havia o verão, mas só nas férias, porque eu também adoro praia.
E só me vem à cabeça a praia nestes dias de calor. O que eu não dava para estar dentro de àgua...
Trabalhar é nestas alturas um suplício; uma sala pequena com 7 pessoas, um ar condicionado reclamado há anos e requisitado há semanas que teima em não chegar, ventoínhas velhas que nada mais fazem senão levantar pó, papéis e ar quente, os pés descalços escondidos debaixo da secretária... e a hora do almoço, ai a hora do almoço, atravesso o jardim do edifício em direcção à cantina debaixo de um sol tórrido, para lá ainda vai, o pior é para cá! E depois aqueles convites aos quais só apetece responder torto: " tá um sol fantástico, vamos até lá fora dar uma volta?"
Bahhhh, como se pode achar fantástico este sol, e ainda por cima caminhar sob ele?
Até a minha pele se manisfesta contra o sol com umas borbulhinhas vermelhas nas maçãs do rosto.
Ai, ai, e só estamos em Junho, e as férias só chegam em Agosto, raios!
Estou a escrever este post em casa, tenho o David com uma virose desde sexta-feira e não tenho feito outra coisa senão preguiçar com ele. Temos passado horas e horas deitados a namorar na minha cama, estamos cheios de mimo e estamos fresquinhos cá em casa. Adivinho o calor lá fora e atrevo-me a desejar ficar assim por mais tempo, não fosse ele estar com febre...
E se eu achava que a única coisa boa do verão para além das férias era ver-me livre das doenças deles, enganei-me.
Obs.: Ontem fomos ao pediatra por causa da febre e acho que devia registar: o gajo cresceu 4 cm num mês!!!
Não gosto do verão! Odeio este calor horrivel que me tira a pouca genica que tenho.
Por natureza sou uma pessoa preguiçosa, e nestas alturas esta característica é muito realçada.
Para mim o clima ideal é frio e seco, muito frio, daquele que nos obriga a usar camisolas de lã de gola alta. E depois havia o verão, mas só nas férias, porque eu também adoro praia.
E só me vem à cabeça a praia nestes dias de calor. O que eu não dava para estar dentro de àgua...
Trabalhar é nestas alturas um suplício; uma sala pequena com 7 pessoas, um ar condicionado reclamado há anos e requisitado há semanas que teima em não chegar, ventoínhas velhas que nada mais fazem senão levantar pó, papéis e ar quente, os pés descalços escondidos debaixo da secretária... e a hora do almoço, ai a hora do almoço, atravesso o jardim do edifício em direcção à cantina debaixo de um sol tórrido, para lá ainda vai, o pior é para cá! E depois aqueles convites aos quais só apetece responder torto: " tá um sol fantástico, vamos até lá fora dar uma volta?"
Bahhhh, como se pode achar fantástico este sol, e ainda por cima caminhar sob ele?
Até a minha pele se manisfesta contra o sol com umas borbulhinhas vermelhas nas maçãs do rosto.
Ai, ai, e só estamos em Junho, e as férias só chegam em Agosto, raios!
Estou a escrever este post em casa, tenho o David com uma virose desde sexta-feira e não tenho feito outra coisa senão preguiçar com ele. Temos passado horas e horas deitados a namorar na minha cama, estamos cheios de mimo e estamos fresquinhos cá em casa. Adivinho o calor lá fora e atrevo-me a desejar ficar assim por mais tempo, não fosse ele estar com febre...
E se eu achava que a única coisa boa do verão para além das férias era ver-me livre das doenças deles, enganei-me.
Obs.: Ontem fomos ao pediatra por causa da febre e acho que devia registar: o gajo cresceu 4 cm num mês!!!
segunda-feira, maio 29, 2006
Do Daniel
Todas as sextas-feiras, depois de os irmos buscar ao infantário, vamos registar o euromilhões; o pai estaciona o carro, vai fazer o registo e nós os 3 ficamos no carro à espera;
- Mãe, o pai que vai?
-Vai registar o euromilhões para ver se ficamos ricos
Pausa e entretanto o pai chega
-Já tá pai? Mãe, nós já somos ricos?????
Sábado ao fim da tarde, eu e o pai dedicámo-nos a uma das nossas actividades favoritas: ver casas.
Fomos ver uma moradia perto de casa da minha mãe, vimos a cave, o r/c, o 1º andar, o sótão, voltámos ao r/c para ver o espaço exterior e perguntámos o preço;
- 70 mil disse o senhor que nos acompanhava na visita
- Mãe, temos dinheiro?- com um tom de voz mesmo muito alto e uma expressão de euforia
- Mãe, o pai que vai?
-Vai registar o euromilhões para ver se ficamos ricos
Pausa e entretanto o pai chega
-Já tá pai? Mãe, nós já somos ricos?????
Sábado ao fim da tarde, eu e o pai dedicámo-nos a uma das nossas actividades favoritas: ver casas.
Fomos ver uma moradia perto de casa da minha mãe, vimos a cave, o r/c, o 1º andar, o sótão, voltámos ao r/c para ver o espaço exterior e perguntámos o preço;
- 70 mil disse o senhor que nos acompanhava na visita
- Mãe, temos dinheiro?- com um tom de voz mesmo muito alto e uma expressão de euforia
domingo, maio 28, 2006
Oups!
Parece que criei uma grande ansiedade por aqui...
Desde já peço desculpas a todas pela demora em dar notícias, estava à espera de ter uma foto da nossa menina, mas como isto por aqui está muito confuso, acho melhor explicar mesmo sem foto:
Ela está em nossa casa desde 4ª feira à noite, tem 2 meses e chama-se Farrusca ou Rufufa com diz o Daniel; é uma gatinha linda, linda, linda!
Tudo começou com uma visita ao cantinho desta menina, li qualquer coisa que me levou a esta, e lá, perante uma foto da ninhada apaixonei-me e em poucos dias tínhamos "adoptado" esta gatinha.
Prometo pôr fotos e descrever a relação dos míudos com ela, que está a ser óptima!
Desde já peço desculpas a todas pela demora em dar notícias, estava à espera de ter uma foto da nossa menina, mas como isto por aqui está muito confuso, acho melhor explicar mesmo sem foto:
Ela está em nossa casa desde 4ª feira à noite, tem 2 meses e chama-se Farrusca ou Rufufa com diz o Daniel; é uma gatinha linda, linda, linda!
Tudo começou com uma visita ao cantinho desta menina, li qualquer coisa que me levou a esta, e lá, perante uma foto da ninhada apaixonei-me e em poucos dias tínhamos "adoptado" esta gatinha.
Prometo pôr fotos e descrever a relação dos míudos com ela, que está a ser óptima!
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